domingo, 9 de março de 2008

A Hora de Encerrar

Desculpem o atraso desse post, mas na sexta-feira eu simplesmente não cheguei em casa. Na sexta as coisas não deram muito certo pra mim e elas já começaram a dar errado na quinta. Eu resolvi ir fantasiado de médico, mas só consegui pegar o jaleco de uma enfermeira (mãe da minha vizinha) na noite anterior à gincana. Ok, mas o problema não era esse. O problema era o nome escrito no bolso do jaleco: “Ana Cristina”. Eu não gostaria de sair desfilando por aí com um jaleco me identificando como “Ana Cristina”. Daí a minha vizinha falou: “Põe um esparadrapo em cima do nome. Minha mãe faz isso quando o hospital não exige o nome no jaleco”. Ótimo... Mas quem disse que tinha esparadrapo na minha casa? Tive que pegar durex e um pedaço de papel branco pra cobrir o nome. Pelo menos isso eu consegui, mas o bendito do jaleco estava úmido e eu tive que deixar secando durante a noite. Na manhã seguinte estava seco, eu o coloquei na mochila e comecei minha viagem rumo à ECO.


Cheguei atrasado por causa de um engarrafamento inexplicável e fui vestir a minha “fantasia”... Surpresa: o jaleco ficou apertado. Fiquei meio sem saber o que fazer, mas a opção era uma só: guardar o jaleco e ir com a cara e a coragem pra gincana. Por alguma eventualidade, eu consegui a “fantasia” de ceguinho. Coisa de humor negro, mas não foi nada engraçado. Sei que logo eu já tinha me livrado da suposta fantasia pra poder correr de costas até o campinho. Nossa, como foi cansativo aquilo. Não sei se o fato de eu ser sedentário ajudou, mas sei que no final da corrida eu não era ninguém.


Nós tínhamos sido divididos em três equipes: Equipiru, Equipiranha e Equigalinha. Antes da corrida rolaram algumas provas da gincana ainda dentro do palácio. Eu sabia soletrar Refkalefsky. A minha única dúvida era se a última letra era “i” ou “y”, mas a minha pergunta não foi essa, eu não soube responder e levei torta na cara (na cara, no cabelo, dentro do nariz...).


A pior brincadeira foi a do palito. Pelo menos podiam intercalar homens e mulheres. Eu fiquei no pior lugar possível nessa brincadeira. Mas escroto mesmo foram as meninas que não quiseram participar. Que besteira! Era só passar um palito. Será que elas nunca brincaram de passar cartão no colégio? Achei escroto mesmo. Depois as mesmas meninas não quiseram participar da brincadeira da maçã, mas pelo menos uma delas foi convencida a participar na última hora. As outras duas continuaram fazendo cobre glicogenado. No final da gincana o piru reagiu e subiu. Mas quando a gente tava pronto pra carcar a Equigalinha na prova da banana, aconteceram uns furtos bem escrotos e todo mundo broxou, inclusive o piru. Então a brincadeira acabou, com vitória da Equigalinha. Eu exijo uma recontagem desses pontos.


Ao final da programação oficial do dia o que todo mundo faz? Uma Tele-Sena pra quem respondeu “vai pro Sujinho”. Mas dessa vez não ficamos muito tempo. Logo todo mundo se assanhou pra ir pra Praia. Simplesmente rolou de tudo lá. E olha que eu nem fiquei até tarde, infelizmente. Morar longe tem seu preço. Mas voltando ao assunto... Conversamos sobre muitas coisas lá. Desde sexo até maconha. É... Nada muito produtivo, né? Não deixem suas mães lerem este blog (a minha daqui a pouco o descobre pelo meu orkut). Apesar dos apelos da Vanu pra que eu ficasse mais e dormisse na casa do paraguaio (lembrando que foi a Vanu que me “convidou” pra dormir na casa dele), eu não podia porque tinha que acordar cedo pra virar laje (explicando: virar laje é uma cultura suburbana. Quando uma casa está em construção e chega o dia de fazer a laje, os vizinhos e amigos da família vêm ajudar na obra, porque essa parte costuma ser muito grande, demorada e pesada. Em troca, a família oferece um grande almoço pra todos os que ajudaram. No meu caso foi um churrasco). Mas no final das contas era melhor eu não ter feito porra nenhuma, porque quando eu insisti com meu pai pra ter meu próprio quarto ele deu um ataque como se fosse crime eu não querer dividir quarto com meu irmão de 12 anos.


Pra concluir, eu saí da Praia Vermelha às 22:45 e cheguei em casa à 00:20. Como eu queria ter carro nessa hora. Pior ainda é meu pai ter carro e não querer emprestar nem querer me dar a habilitação. Meu pai é foda. Mas tudo bem. Um dia tudo se inverte, ainda mais quando se trata de pais e filhos.


Termino esse post por aqui. Se eu esqueci algum detalhe relevante, podem me chamar a atenção. Vou dormir daqui a pouco porque amanhã é dia.


Ah, quem quiser as fotos do trote, pode baixar nesse link:

Um comentário:

Vanu disse...

Pow mauro, vc devia ter dormido na casa do paraguai!
Perdeu o lual da mira depois =P
=*