Finalmente eu entendi o significado dessa frase exaustivamente repetida pelos nossos queridos e idolatrados veteranos. Eu teria me arrependido amargamente se tivesse ficado de preguicinha na cama e saído só pra aula da tarde (como eu bem queria fazer e como o tempo também convidava), mas resolvi encarar a situação, afinal, não é sempre que se tem a oportunidade de se ter uma “aula inaugural” com o MVBill.
Peraí... Eu nunca comprei um disco do MVBill, eu nunca prestei atenção a esse cara na televisão, eu nunca nem ao menos li o livro ou vi o filme dele (não por falta de interesse), então por que cacete eu deveria levantar da cama às 8 da madrugada pra encarar uma jornada até o Reino Tão Tão Distante só por causa de um cara cuja existência eu ignoro completamente?
Sei lá! Só sei que mesmo atrasado, eu fui.
Tudo bem que o rapper chegou mais atrasado do que eu, mas isso é só um detalhe. Do jeito que estava o tempo, eu já considerava o atraso dele como certo. Fico feliz que eu tenha ido a essa aula inaugural. Eu não esperava de jeito nenhum encontrar o que eu encontrei no auditório do CFCH hoje. Nada de radicalismos, nada de exaltações, nenhum convite à luta armada e nem fundamentalismo islâmico. O cara propôs um debate humano sobre racismo. Ele conseguiu promover uma discussão aberta quebrando preconceitos (inclusive o meu). Horas depois da aula eu percebi que eu estava olhando o mundo de uma forma diferente. Foi aí que eu percebi que aquele Michael Kyle da CDD era além de líder, também um formador de opinião.
Depois de perder uns 3kg de gordura que foram absorvidas pelo buraco negro que se formou no meu estômago durante a aula, comi um podrão no Sujinho para ter energia para as aulas seguintes... Aulas? Que aulas? O professor esquisito da matéria escrota faltou (pelo menos eu acho que foi ele que faltou, eu nem olhei o horário ainda) e um outro que eu nem conhecia ainda estava envolvido com monografia, tese, ou sei lá o quê.
Enquanto meus colegas da EC1 se divertiam alegremente jogando Mau-Mau e adedanha, eu estava naquela droga de fila da xerox esperando os papéis que consumirão minha horas pelos próxximos dias. Mas acho que isso é bom, porque eu passo pouco mais de 3h dirárias no transporte... Tenho que ter alguma coisa pra fazer nesse tempo, né? Estudar me parece a melhor opção.
Hoje sentimos falta do paraguaio. As meninas acham que ele ficou doente, mas como ninguém tinha o telefone dele, ninguém ligou pra saber se ele estava ao menos vivo (ou deportado).
Então vejo todos vocês no nosso encontro diário segunda-feira que vem. Quem sabe não rola até uma aula, hein?
2 comentários:
"ninguém ligou pra saber se ele estava ao menos vivo (ou deportado)."
Tadinho do paraguaioo!! ahsuahaus
Mto boum o post.. e foi msmo o prefessor estranh da materia escrota! o.0 hehehe
Seus posts sempre me fazem rir... mto boum!
"Horas depois da aula eu percebi que eu estava olhando o mundo de uma forma diferente."
Adimito: isso é válido p mim tbm.
"ninguém ligou pra saber se ele estava ao menos vivo (ou deportado)." (2)
Apesar da irreverência,tomara que ele esteja bem mesmo.
"adedanha"
tinha que ter uma enquete p isso cara, eu falo adedonha.
bjus
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