segunda-feira, 27 de outubro de 2008

As eleições não acabaram

Há centenas de milhares de cariocas e fluminenses insatisfeitos com o resultado das eleições para prefeito ocorridas na cidade no último domingo. Há 1 milhão e 600 mil eleitores insatisfeitos, pra ser mais preciso. Insatisfação é natural na democracia, se o grupo maior vence e o menor perde, é natural que o perdedor fique insatisfeito.

Pois a insatisfação com o resultado apertadíssimo das eleições no Rio (o mais apertado na História da cidade) levou um grupo de pessoas a organizarem uma manifestação no Centro da cidade na sexta-feira, dia 31 de outubro. Na verdade, a insatisfação não é exatamente com o resultado, mas com os meios que foram utilizados para se chegar a ele.

Já foi criado um blog e uma comunidade no orkut para informar e convocar as pessoas à manifestação. O movimento tem como premissas ser pacífico e apartidário, tanto que eles não estão buscando apoio de partido nenhum.

Vale a pena dar uma olhada na comunidade e no blog:
http://www.orkut.com.br/Main#Community.aspx?cmm=74069409
http://pro-democracia.blogspot.com/

Eu, como todos os leitores desse blog devem saber, não voto no Rio, mas passo 3/4 do meu dia útil na cidade então, se rolar um movimento da galera da ECO pra comparecer à manifestação, é fato que eu vou estar junto.

No melhor estilo "A revolução não será televisionada", vamos à Cinelândia!

sábado, 25 de outubro de 2008

Semana cheia na ECO e fora dela

Acabou ontem mais uma ótima semana na ECO. E ela foi cheia de acontecimentos. Seminário de psicologia, show da Danni Carlos, seminário do Coutinho, prova da Consuelo. Putz, como eu corri essa semana.

O seminário de psicologia deve ter sido um dos mais fanfarrões que eu já fiz na vida. Eu comecei a ler os textos no dia anterior, cheguei lá na frente e falei. Acho que esse trabalho só é superado por um de merchandising que eu fiz no curso técnico em que uma colega ia lendo tópicos e eu tinha que explicar na hora o que era cada um deles. Aquilo foi tenso, mas no final deu tudo bem, como sempre. Por exemplo, eu quero fazer hoje o relatório da Suzy e a prova do Coutinho. Nem peguei as xerox (xeroxes?) pra ler ainda, mas sei lá como, no final tudo dá sempre certo.

Na quarta-feira o show da Danni Carlos foi uma das coisas mais exóticas que eu já vi naquela faculdade. Colocaram uma mulher muito louca pra tocar no pátio interno do Pinel junto com os internos do hospital (vai ficar feio se eu disser que eles são loucos/malucos/doentes mentais? Acho que vai, né?). Sensacional. Ela cantou várias músicas de artistas e bandas conhecidas e pôs algumas composições dela no meio. Gostei dela e das músicas dela. Também achei muito legal quando ela recebeu uma camisa de uniforme de um dos internos e vestiu, não só eu achei como muitas outras pessoas também acharam e ela foi aplaudida nessa hora. Eu percebi que ela parecia sentir muito prazer em cantar Wonderwall. Sim, ela parecia uma louca em todas as músicas, mas quando ela cantou Wonderwall me pareceu que ela sentia alguma coisa diferente com essa música.

Na quinta teve o primeiro seminário do Coutinho. Será que só eu percebi que ele olhou pro Mauro Petti com uma cara muito estranha quando leu “Mauro” no papel e o Mauro disse que era ele? Hauhauhauh. De qualquer forma eu to ferrado mesmo. Vou ter que ler o Manifesto Comunista, decorar O Capital e arrumar uma camisa onde esteja escrito “Ich liebe Marx” (http://translate.google.com/translate_t#) para apresentar o seminário. Mas uma menina do 4º período me disse ontem que apresentou com uma camisa de I ♥ NY. Mas ela é uma seqüelada total (e também dona do blog 740-d, que tá num link ali à direita). Por fim, sexta-feira foi o dia mais temido da semana, a prova de Picaretagem Audiovisual. Como nenhum fanfa sabia nada (afinal, há coisas melhores do que ver os filmes pseudos da Consuelo, como dormir), a semana toda foi um desespero total. Era gente correndo pra Wikipédia, pegando provas anteriores com outras pessoas, lendo resumão até tarde na quinta-feira, gravando aula no MP3 (e distribuindo no Rapidshare)... Enfim, foi o maior esforço coletivo contra a redução em massa de CR da história desse país. E no final das contas, mais uma vez deu tudo certo, pelo menos pra mim. Ou talvez nem tudo tenha dado tão certo assim, já que eu disse que Eisenstein era o do Encouraçado Potemkin e que ele não gostava do Vertov porque achava os filmes do Vertov vazios, é isso mesmo?
Pra terminar a semana, ainda fui chamado pela turma do laboratório de pesquisa de marketing pra ajudar numa pesquisa sobre a cidade do Rio de Janeiro. Começou com um grupão enorme, mas no final das contas só ficaram o Vlad, o Renato e eu na sala discutindo a cidade. Aliás, faço aqui um adendo que eu nunca vi o Renato falar sério por tanto tempo seguido. Antes da gente até que teve uma garota de pedagogia que ficou bastante tempo também e foi aí que o debate ficou mais interessante. O Renato com a visão da Zona Sul, o Vlad com a visão do subúrbio (Bangu), eu com a visão da Baixada (mas de alguém que atravessa a cidade inteira todo dia) e a menina da pedagogia com a visão de uma favela de Jacarepaguá. Foi muito interessante ver como cada um pensa e as soluções que cada um apresenta pra cidade. Naquele momento eu só conseguia pensar como seria bom se um dos candidatos a prefeito do Rio estivesse naquela sala ouvindo o que nós estávamos falando. Pelo menos a professora disse que entregaria aquele material pro prefeito eleito no final do ano e espero que ela faça isso mesmo, porque dessa discussão saíram muitas coisas que os políticos não vêem ou fingem não ver. A discussão durou 2h45! E foi muito boa. Por fim, o Gustavo tinha me dito que a professora desse laboratório era totalmente surtada, mas até que eu gostei dela. Ela parece meio doida mesmo, mas foi legal com a gente.

E acho que é isso. Semana longa, post longo. Comentem aí, gente. Nem que seja um “eu li”, valeu?

sábado, 18 de outubro de 2008

Post desfibrilador

Aqui vamos nós de novo. Depois de 21344 dias sem postar nesse blog, volto a escrever por aqui. Ainda estou meio sem assunto, mas tenho certeza de que logo eu vou ter muito. Por enquanto escrevo com uns pensamentos de alguém que acabou de comer, está com sono e ainda precisa sobreviver até as 5h da manhã pra poder assistir ao GP da China de F1.

Mas vamos à ECO...

Cacete, setembro passou voando, já estamos nos encaminhando pro final de outubro, sexta-feira que vem tem prova de Picaretagem Audiovisual I e amanhã já é Natal! Em vez de estudar pra essa prova tenebrosa que vem aí, eu fiquei jogando SimCity 4 o dia inteiro. É incrível o potencial vicioso desse jogo. Eu devia processar a Maxis por danos mentais. Ou tomar vergonha na cara e estudar, mas isso não é uma opção.

Bem, começamos as ECOlimpíadas 2008.2 e já estamos tendo problemas na organização. Pra diminuir a chance de ter esses problemas, o COECO resolveu delegar funções para dois representantes de cada turma. Eles deveriam coletar inscrições e o dinheiro, mas nós não contávamos com a falta de vontade das pessoas em participar e em ajudar a organizar o evento esportivo interno mais bombante da ECO. Suspendemos as competições por uma semana e vamos recomeçar tudo na segunda-feira que vem. Será que agora as coisas vão andar? É esperar pra ver. Ah, sim, esse blog não é mais o oficial das ECOlimpíadas. O nosso bebê cresceu e virou um monstro com site próprio, o www.ecolimpiadas.com.

E trago algumas novidades quentes:

1 – O site do CAECO já tem um conteúdo definido e deve ser inaugurado até o final de outubro. Só posso adiantar que o Ventilador tem influência nisso e que, ao contrário do que possa parecer, o jornal não morreu.
2 – Talvez até o final do ano já teremos disponível pra todos os alunos o e-mail @eco.ufrj.br.

Levando a vida eu vou, apesar dos Coutinhos e Consuelos no caminho. Lembrando que esse post reinaugura o blog Memórias de Um Palácio. Em breve vem mais coisa por aí.

Ah, e não percam nessa terça-feira a grande partida de Winning Eleven no Laguinho. Preparem-se, porque vai ser de impressionar.

sexta-feira, 29 de agosto de 2008

Como enlouquecer com um Ventilador

Ingredientes:
  • Junte um monte de alunos bem-intencionados numa bacia.
  • Acrescente pimenta do reino comunista.
Modo de preparo:
  • Faça com que todo mundo escreva além da conta.
  • Arrume um estágio pela manhã.
  • More a 50km da faculdade.
  • Entre na internet usando somente a conexão discada.

Essa é a receita infalível para se atingir a loucura durante o processo de criação de um jornal.

Passei as últimas duas semanas de agosto me dedicando quase que exclusivamente ao jornal O Ventilador, o jornal da ECO, pra quem ainda não sabe, que terá sua primeira edição no mês de setembro.

Eu ficava até tarde da noite conversando no MSN com o Arthur (o Jacob) discutindo coisas do jornal, trocando arquivos, corrigindo textos, fazendo sugestões, etc. E como eu tinha que acordar às 6h da manhã pra estar no estágio lá no Fundão e cumpria com esse compromisso, acabava me sobrando pouco tempo pra dormir. Resultado: eu dormia na aula mesmo, afinal, elas nem são tão úteis assim (alunos do Coutinho que o digam). E assim fui levando uma semana inteira na vagabundagem e me importando só com esse jornal. Era pra ter saído ainda em agosto, mas atraso vai, atraso vem, acabou ficando é pra setembro. Os principais problemas enfrentados:

Pimenta reacionária

Foi o primeiro e mais previsível dos problemas. A pimenta não reagiu muito bem com um dos ingredientes e acabou alterando um pouco o sabor final da receita. Perdemos um pouco do doce e quase demos lugar ao ácido, mas uma pitada de açúcar refinado resolveu o problema e o sabor doce prevaleceu. Que bom, afinal, ninguém ia querer uma receita estragada pelo ácido. Quem quer ácido chupa limão!

Fôrma errada

Precisávamos de uma fôrma onde coubessem as oito unidades que serviriam toda a ECO, mas um mal-entendido acabou resultando numa que só tinha metade da capacidade. Ligamos então pra outra confeitaria, que tinha a fôrma do tamanho que precisávamos e por um preço menor. Nem tivemos dúvidas, fechamos com eles.

Ferramentas inadequadas

Já estava tudo pronto. Toda a receita já na bacia, era só mandar pra confeitaria. Mas eis que eles não aceitavam receitas preparadas em recipiente Microsoft Publisher, somente em bacia Corel Draw, PageMaker, dentre outras mais adequadas ao trabalho. Resultado: tivemos que jogar fora toda a massa pra refazer em recipiente Corel Draw. Quem foi o corno que ficou incumbido dessa missão? Este que vos escreve, já que Arthur (o Jacob), o chef, não possuía recipientes adequados. Levei cerca de 7 horas para refazer tudo, afinal, é uma receita complexa. Ao final, a bacia Corel recusou e estragou duas das fases da receita, me obrigando a refazê-las no dia seguinte (já que já eram 4h da manhã e eu tinha que acordar às 6h).
No final das contas, quando só faltava mandar a massa pro forno, Amanda pediu para ver o estado geral da coisa e constatou: havia erros que deveriam ser corrigidos antes que a receita tomasse forma e fosse degustada em público. Corre pra lá, corre pra cá e 3 tentativas de correção falharam. A primeira por causa de uma ferramenta vinda diretamente do inferno chamada Mac. A segunda porque a confeitaria não aceitava recipientes jpg. E a terceira porque a ECO não nos permitiu introduzir em suas dependências um tempero fundamental chamado “fonte”. E nós não queríamos nossa obra sendo vista por aí com as fontes erradas.

Então mais uma vez adiamos nossa programação. Esperamos poder mostrar em público nosso esforço o mais breve possível.

-----------------------

Atenção, quando lerem o jornal, lembrem-se dos sacrifícios que fizemos pra que ele se tornasse realidade. Eu fui dormir 4h tendo que acordar 6h, pô! Eu não fazia isso nem quando tinha que entregar trabalhos com prazos impossíveis na FAU. Mas então é isso. Trabalhamos duro por ele e esperamos que vocês gostem.

quarta-feira, 20 de agosto de 2008

Um dia de realizações

Na quinta-feira, dia 14, tive um dia cheio. Saí de casa às 7 e meia da manhã e só voltei mais de meia-noite. Foi um dia que eu tive muitas coisas pra fazer, sendo que uma visita a uma certa rádio nem estava programada.

Mini flash-back:

Tudo começou num belo dia, quando eu estava seguindo meu caminho para a ECO e vi um outdoor extremamente simples, mas que chamou a minha atenção. Acho que as únicas palavras escritas no outdoor eram:

Band News Fluminense FM 94,9
Em 20 minutos tudo pode mudar

Bem, só na primeira linha eu já encontrei todas as informações que eu queria. Uma rádio FM que passa notícia o dia inteiro? Sem aquele som AM irritante? Que ótimo! Então comecei a ouvir aquela rádio até então nova pra mim e quando eu dei por mim, já estava trocando meu MP3 pela Band News.

Com o tempo eu fui ganhando “intimidade” com aquela gente que ficava falando no meu ouvido o dia inteiro. Afinal, um certo clima de família paira no que se ouve, desde as conversas com José Simão, passando pelo “Acorda, Sandro Gama!” e terminando no “horário das corujas”.

Daí comecei a imaginar como eram as pessoas que me mantinham bem-informado, principalmente um tal de Ricardo Boechat, cujo nome eu conhecia por ouvir falar, mas a quem eu nunca tinha dado grande atenção. E naquela quinta-feira, 14, eu estava em Botafogo e tinha bastante tempo antes da aula na ECO, então resolvi dar uma passada na Rua Álvaro Ramos, 350. Foi uma decisão muito acertada, mas infelizmente não pude conhecer Rodolfo Schneider e Ricardo Boechat, que por enquanto, só conheço pela TV. Aliás, o Boechat ludibriou a audiência ao dizer nesse dia: “Como eu estou aqui, de frente pro mar”. “Oba, ele está aqui no Rio”, pensei. Que nada. Ele continuava na cinzenta capital paulista.
Mas pelo menos eu conheci Geórgia Christine (foto acima) e Patrícia Tinoco (foto abaixo), duas das vozes que estão sempre me informando, seja no trem, no ônibus, no estágio ou eventualmente nas aulas mais... sonolentas (Koyaanisqatsi). Elas são bastante simpáticas e foram muito receptivas comigo. Gostei delas. Teve também um funcionário que foi me mostrando a equipe e os estúdios das rádios que funcionam lá.
Foi um dia 100% bem aproveitado. Começando com a entrevista a um professor, continuando com a Band News, depois indo pelas aulas e terminando a noite no Engenhão, que eu, apesar de não ser botafoguense (sou tricolor com muito orgulho), tinha muita vontade de conhecer, porque sempre me pareceu lindo (e de fato é!).
No Engenhão estavam Aninha e eu com os calouros Gabriel, Preik e Inácio. No meu período não tinha essa integração toda entre calouros e veteranos. Foi bem divertido. Aninha no estádio parece até um homem. Xinga, grita, xinga, fica bolada, xinga, ouve o jogo no rádio, xinga e... Xinga. Gabriel fica enlouquecido, canta, roda a camisa e fica pulando. O Preik fica sério, concentrado... Quase introspectivo. Já o Inácio parece que fica tenso, nervoso. Outros calouros também foram a esse jogo, mas ficaram no setor inferior.
Jogo de futebol é uma coisa muito engraçada. As pessoas se mostram completamente diferentes do que costumam ser na "vida real". Eu mesmo desconheço de onde eu tirei tantos vocábulos para ofender o árbitro e sua respeitosa (?) mãe. E isso no jogo do Botafogo, hein. Imaginem num jogo do Fluminense.

*Escrito metade na quinta-feira, 14 de agosto, e metade 2 minutos antes da postagem.