Mini flash-back:
Tudo começou num belo dia, quando eu estava seguindo meu caminho para a ECO e vi um outdoor extremamente simples, mas que chamou a minha atenção. Acho que as únicas palavras escritas no outdoor eram:
Band News Fluminense FM 94,9
Em 20 minutos tudo pode mudar
Bem, só na primeira linha eu já encontrei todas as informações que eu queria. Uma rádio FM que passa notícia o dia inteiro? Sem aquele som AM irritante? Que ótimo! Então comecei a ouvir aquela rádio até então nova pra mim e quando eu dei por mim, já estava trocando meu MP3 pela Band News.
Com o tempo eu fui ganhando “intimidade” com aquela gente que ficava falando no meu ouvido o dia inteiro. Afinal, um certo clima de família paira no que se ouve, desde as conversas com José Simão, passando pelo “Acorda, Sandro Gama!” e terminando no “horário das corujas”.
Daí comecei a imaginar como eram as pessoas que me mantinham bem-informado, principalmente um tal de Ricardo Boechat, cujo nome eu conhecia por ouvir falar, mas a quem eu nunca tinha dado grande atenção. E naquela quinta-feira, 14, eu estava em Botafogo e tinha bastante tempo antes da aula na ECO, então resolvi dar uma passada na Rua Álvaro Ramos, 350. Foi uma decisão muito acertada, mas infelizmente não pude conhecer Rodolfo Schneider e Ricardo Boechat, que por enquanto, só conheço pela TV. Aliás, o Boechat ludibriou a audiência ao dizer nesse dia: “Como eu estou aqui, de frente pro mar”. “Oba, ele está aqui no Rio”, pensei. Que nada. Ele continuava na cinzenta capital paulista.

Mas pelo menos eu conheci Geórgia Christine (foto acima) e Patrícia Tinoco (foto abaixo), duas das vozes que estão sempre me informando, seja no trem, no ônibus, no estágio ou eventualmente nas aulas mais... sonolentas (Koyaanisqatsi). Elas são bastante simpáticas e foram muito receptivas comigo. Gostei delas. Teve também um funcionário que foi me mostrando a equipe e os estúdios das rádios que funcionam lá.

Foi um dia 100% bem aproveitado. Começando com a entrevista a um professor, continuando com a Band News, depois indo pelas aulas e terminando a noite no Engenhão, que eu, apesar de não ser botafoguense (sou tricolor com muito orgulho), tinha muita vontade de conhecer, porque sempre me pareceu lindo (e de fato é!).

No Engenhão estavam Aninha e eu com os calouros Gabriel, Preik e Inácio. No meu período não tinha essa integração toda entre calouros e veteranos. Foi bem divertido. Aninha no estádio parece até um homem. Xinga, grita, xinga, fica bolada, xinga, ouve o jogo no rádio, xinga e... Xinga. Gabriel fica enlouquecido, canta, roda a camisa e fica pulando. O Preik fica sério, concentrado... Quase introspectivo. Já o Inácio parece que fica tenso, nervoso. Outros calouros também foram a esse jogo, mas ficaram no setor inferior.

Jogo de futebol é uma coisa muito engraçada. As pessoas se mostram completamente diferentes do que costumam ser na "vida real". Eu mesmo desconheço de onde eu tirei tantos vocábulos para ofender o árbitro e sua respeitosa (?) mãe. E isso no jogo do Botafogo, hein. Imaginem num jogo do Fluminense.

*Escrito metade na quinta-feira, 14 de agosto, e metade 2 minutos antes da postagem.





