quarta-feira, 20 de agosto de 2008

Um dia de realizações

Na quinta-feira, dia 14, tive um dia cheio. Saí de casa às 7 e meia da manhã e só voltei mais de meia-noite. Foi um dia que eu tive muitas coisas pra fazer, sendo que uma visita a uma certa rádio nem estava programada.

Mini flash-back:

Tudo começou num belo dia, quando eu estava seguindo meu caminho para a ECO e vi um outdoor extremamente simples, mas que chamou a minha atenção. Acho que as únicas palavras escritas no outdoor eram:

Band News Fluminense FM 94,9
Em 20 minutos tudo pode mudar

Bem, só na primeira linha eu já encontrei todas as informações que eu queria. Uma rádio FM que passa notícia o dia inteiro? Sem aquele som AM irritante? Que ótimo! Então comecei a ouvir aquela rádio até então nova pra mim e quando eu dei por mim, já estava trocando meu MP3 pela Band News.

Com o tempo eu fui ganhando “intimidade” com aquela gente que ficava falando no meu ouvido o dia inteiro. Afinal, um certo clima de família paira no que se ouve, desde as conversas com José Simão, passando pelo “Acorda, Sandro Gama!” e terminando no “horário das corujas”.

Daí comecei a imaginar como eram as pessoas que me mantinham bem-informado, principalmente um tal de Ricardo Boechat, cujo nome eu conhecia por ouvir falar, mas a quem eu nunca tinha dado grande atenção. E naquela quinta-feira, 14, eu estava em Botafogo e tinha bastante tempo antes da aula na ECO, então resolvi dar uma passada na Rua Álvaro Ramos, 350. Foi uma decisão muito acertada, mas infelizmente não pude conhecer Rodolfo Schneider e Ricardo Boechat, que por enquanto, só conheço pela TV. Aliás, o Boechat ludibriou a audiência ao dizer nesse dia: “Como eu estou aqui, de frente pro mar”. “Oba, ele está aqui no Rio”, pensei. Que nada. Ele continuava na cinzenta capital paulista.
Mas pelo menos eu conheci Geórgia Christine (foto acima) e Patrícia Tinoco (foto abaixo), duas das vozes que estão sempre me informando, seja no trem, no ônibus, no estágio ou eventualmente nas aulas mais... sonolentas (Koyaanisqatsi). Elas são bastante simpáticas e foram muito receptivas comigo. Gostei delas. Teve também um funcionário que foi me mostrando a equipe e os estúdios das rádios que funcionam lá.
Foi um dia 100% bem aproveitado. Começando com a entrevista a um professor, continuando com a Band News, depois indo pelas aulas e terminando a noite no Engenhão, que eu, apesar de não ser botafoguense (sou tricolor com muito orgulho), tinha muita vontade de conhecer, porque sempre me pareceu lindo (e de fato é!).
No Engenhão estavam Aninha e eu com os calouros Gabriel, Preik e Inácio. No meu período não tinha essa integração toda entre calouros e veteranos. Foi bem divertido. Aninha no estádio parece até um homem. Xinga, grita, xinga, fica bolada, xinga, ouve o jogo no rádio, xinga e... Xinga. Gabriel fica enlouquecido, canta, roda a camisa e fica pulando. O Preik fica sério, concentrado... Quase introspectivo. Já o Inácio parece que fica tenso, nervoso. Outros calouros também foram a esse jogo, mas ficaram no setor inferior.
Jogo de futebol é uma coisa muito engraçada. As pessoas se mostram completamente diferentes do que costumam ser na "vida real". Eu mesmo desconheço de onde eu tirei tantos vocábulos para ofender o árbitro e sua respeitosa (?) mãe. E isso no jogo do Botafogo, hein. Imaginem num jogo do Fluminense.

*Escrito metade na quinta-feira, 14 de agosto, e metade 2 minutos antes da postagem.

quinta-feira, 14 de agosto de 2008

Coisas que só se vê no trem

Lembram das minhas histórias sobre o trem? Bem, aqui vai mais uma. Essa aconteceu na sexta-feira, no final da semana dos calouros. Eu entrei no trem de 20h45. Fiquei lá sentado lendo o jornal da UFRJ. Aliás, eu tava lendo uma reportagem com entrevista do Moha. Quando de repente, ouve-se uma explosão, o sistema de ventilação do trem desliga e a maioria das luzes se apaga. Algumas pessoas começaram a sair do trem pra ver o que estava acontecendo, mas como o sinal de 1 minuto pra saída começou a apitar, nós voltamos pra dentro. Nessa hora um cara muito alucinado começa a andar de uma ponta do trem à outra reclamando da explosão e falando coisas meio sem sentido. Tudo bem, esse tipo de maluco aparece no trem todo dia. Não me surpreendi quando o cara do sistema de som da Central avisou que “devido a problemas operacionais, o trem com destino a Belford Roxo não daria sua partida” e que deveríamos pegar o trem da plataforma 12, linha M.

Já acomodado no trem que supostamente me traria de volta à minha amada cidade que menos cresce na região metropolitana, voltei a ler o jornal, enquanto o maluco reclamava em voz alta da SuperVia, dos seguranças que não o deixavam andar sem camisa dentro do trem, da explosão, dos caras que o denunciaram pro segurança que ele estava fumando maconha... Daí o trem fechou e eu tive que fingir que não tava vendo aquele maconheiro imbecil (ops, desculpem pelo pleonasmo). Só que o trem ficou fechado e não deu nem sinal de que iria sair, o que começou a deixar as pessoas meio impacientes, principalmente o maconheiro, que não calava a boca. Quando trem abriu as portas e o sistema de som anunciou que o trem pra Belford Roxo sairia da plataforma 11, linha K, foi o caos. As pessoas começaram a correr e o maconheiro ficou louco. Ele começou a incitar o povo à depredação dos trens (lembrando que os trens não são da SuperVia, são do Governo do Estado, portanto patrimônio público) e chegou a começar um vandalismo particular, mas as pessoas estavam mais interessadas em correr pra pegar o outro trem do que em quebrar o que não iria sair. No meio da correria o maconheiro gritava palavrões a torto e a direito, enquanto os seguranças da plataforma 12 só olhavam, sem fazer nada.

Quando eu finalmente consegui entrar no trem da plataforma 11, voltei a ler o jornal. Daí surgiram umas vozes mais exaltadas no fundo do vagão, eu me virei e olhei. Só deu tempo de ver o segurança dando um mata-leão num passageiro e levando o infeliz pra fora do trem. Foi quase uma cena de cinema. Assim que o segurança pegou o cara, as portas fecharam e o trem saiu, como se tivesse sido combinado com o maquinista. Por sorte nesse trem não tinha como passar de um vagão pro outro, então eu não vi mais o maconheiro durante todo o resto da viagem, já que ele pegou um vagão à frente do meu, mas eu espero sinceramente que ele tenha sido retirado do trem com toda a truculência tradicional dos seguranças da SuperVia e sido expulso da Central. É gente desse tipo que dá má fama ao trem.

Ah, sim. Essa brincadeira atrasou a viagem em 17 minutos.

sábado, 9 de agosto de 2008

Bem-vindos, calouros!

Sintam-se em casa. Na verdade vocês vão fazer da ECO a casa de vocês pelos próximos anos. Alguns vão ficar 4 anos, outros vão ficar 6, outros vão passar uma temporada no Rocha Maia pra se curar de uma cirrose hepática... Enfim. O eixo Praia Vermelha-Botafogo-Copacabana vai ser o lar de vocês. É o único lugar onde vocês vão chegar às 10h da manhã pra uma partida das ECOlimpíadas e sair às 22h ansiosos pra voltar no dia seguinte. É o único lugar onde vocês vão chegar pra ter três aulas, descobrir que nenhum professor veio e sair no horário normal, como se todas as aulas tivessem acontecido. É o único lugar onde vocês vão substituir suas aulas por partidas dos mais diversos jogos de baralho. É o único lugar onde vocês não vão estudar absolutamente nada e passar com notas altas em algumas matérias. É o único lugar onde você vai descobrir que existe vagabundagem e picaretagem em nível superior. Isso é a ECO.

A semana dos calouros foi ótima. Coitado do calouro que perdeu qualquer um dos dias. A galera está integrada e se divertindo. Apesar de alguns escrotos que ficaram fazendo cu doce no primeiro dia, a semana foi muito boa. Destaque para a gincana, que pode ser considerada como o marco zero, o princípio da reocupação do Laguinho. Nosso amado Laguinho era um concretão morto, mas recentemente foi feito um projeto de paisagismo nele e hoje nós temos um agradável espaço, que infelizmente é pouco utilizado e, apesar das plantas, ficou mais morto que o concretão anterior. Queremos trazer a vida de volta ao Laguinho, mas o problema é que pessoas e plantas precisam conviver bem, então temos que evitar destruir, pro urbanista que fez o projeto não dar ataque e a diretora não vir descascar na gente... E pro Laguinho continuar bonito, né? Portanto, se a gente pediu várias e várias vezes pra vocês, calouros queridos, não pisarem na grama, não foi à toa.
Bem, como eu dizia a gincana foi um grande sucesso. Foi divertida, os calouros passaram vergonha, os veteranos foram seduzidos, suas bananas foram devidamente acariciadas e a pontuação então foi um primor. Destaque para o Hugo, que, apesar de ter sido o placar, venceu a gincana sozinho numa prova que eu nem preciso descrever, né? Quem viu, se divertiu, quem não viu, sorry. Merece destaque também a dança frenética do Felipe no meio do Laguinho e a Stephanie, claro... Deixa só ela virar âncora de jornal de TV pra ver se rapidinho as fotos da prova da banana não vão tomar a internet. Por falar nisso, temos um vídeo da Juliana no boletim das ECOlimpíadas que precisa urgentemente ser publicado, antes que se perca.

Ah, e parabéns aos baldes, que também marcaram presença durante a semana.

As fotos da semana dos calouros estão espalhadas por aí, mas estamos fazendo um esforço pra juntar todas no site do CA:

www.caeco.com.br

Visitem e vejam. Eu estou com 78 ótimas fotos aqui e com muita vontade de publicá-las.

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Esse é o retorno do meu blog. Talvez eu tenha algumas dificuldades em escrever muito pra ele agora por causa do meu estágio, mas ele não vai parar. Voltem sempre para ler mais. Semana que vem o assunto vai ser o jornal do CA. Leiam o jornal, porque ele é a realização de um sonho antigo de muitos estudantes da ECO.

quinta-feira, 17 de julho de 2008

Arraiá da UFRJ 2008

Ah, as festas juninas. Uma das melhores épocas do ano. Bandeirinhas, comidas típicas, fogueiras, frio, fogos, balões, incêndios, queimaduras de 3º grau... Ah, como são legais as festas juninas. É a nossa típica cultura nacional. Fico feliz que essa tradição ainda seja mantida em até hoje em dia.

A UFRJ também deu sua contribuição pra manter nossa cultura viva e realizou pela 5º vez o Arraiá da UFRJ. No campinho do campus da Praia Vermelha foi feita a festa junina do ano. O CAECO, depois de ter sido excluído da reunião de sorteio das barracas ficou com a de salgados de forno, que foi o que sobrou. Achamos que seria um fracasso absoluto, mas não é que os salgados venderam mais que maconha em boca de fumo? (Nossa, que comparação horrível). No primeiro dia nossos salgados acabaram mais de 3 horas antes da festa acabar, mas no segundo dia, graças aos meus cálculos apurados e ao meu feeling, os salgados duraram até depois do horário programado da festa e ainda assim foram todos vendidos (já que a festa não acabou no horário, assim como no primeiro dia).

Foram 350 salgados no primeiro dia e 650 no dia seguinte, com uma leve inflação sobre o pastelão no sábado.

Mas o que chamou mais atenção na festa foram a chuva e os furtos de sexta-feira. O Michel resolveu o problema dos furtos no sábado trazendo o cadeado da moto dele e prendendo todas as nossas mochilas à barraca, assim nenhum marginal faria o que fizeram com tanta gente no dia anterior. Já com a chuva não tinha o que fazer, o céu caiu e as pessoas invadiram as barracas. Ainda bem que a nossa já tinha fechado nessa hora.

No sábado eu bebi duas caipirinhas. NUNCA imaginei que eu fosse ficar do jeito que eu fiquei. Sóbrio eu tinha tomado cerca de 67 tocos da Vanu, mas bêbado eu acredito que essa conta tenha chegado aos 392. Dizem que tem mulheres que a gente vence pelo cansaço e eu não queria levantar boatos, mas tem roupa da Vanu no meu quarto até agora. Mas que seja, eu já tinha bebido mais do que duas caipirinhas e tinha ficado bêbado, mas não do jeito que eu fiquei na festa junina. Caramba, aquelas caipirinhas estavam muito fortes, ainda bem que meu primo tava na festa senão eu teria acordado domingo à tarde na Central abraçado com uma ratazana.

A pior coisa foi ter acordado bêbado no dia seguinte. Eu realmente não fazia idéia de que isso era possível. Eu só fiquei bem mesmo depois que eu comi metade de um pacote de Passatempo quase na hora do almoço. Logo que eu cheguei em casa eu já pensei: “Isso não é nada legal, melhor eu não deixar isso acontecer de novo”. Bem, agora é esperar pela próxima festa regada pra ver se eu vou deixar acontecer de novo ou não.

E só pra concluir, eu lembro de absolutamente tudo o que eu fiz e falei e não retiro nada, ok?

sexta-feira, 4 de julho de 2008

Barraco no Palácio

Coisas da UFRJ... Quando os aplicados alunos da EC1 chegaram ao palácio para uma empolgante aula da linguagem gráfica, deram de cara com um corredor cheio de carteiras empilhadas e com a sua sala invadida por elementos de um corpo estranho na Praia Vermelha.

Seguiu-se o seguinte diálogo entre uma aluna da ECO e uma de DT:

-- Não vai ter aula agora aqui?
-- Se teria não vai ter mais!

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Passa-se um dia e a cena se repete. Aguardando ansiosamente pelo início da mais tensa das provas, os estudantes procuravam se descontrair em meio à bagunça provocada pelos invasores teatrais. Tocando violão e conversando amigavelmente, todos se divertiam, até que chega uma das bactérias infiltradas dando um leve chilique:

-- Ei! Pssshhh! Coleguinha do violão (Gabriel Medeiros)... Será que dava pra parar aí? Tá atrapalhando o ensaio.

Mas hein? Ela invade a nossa sala e ainda se acha no direito de mandar a gente fazer silêncio na porta da NOSSA sala invadida?

Mas ela não contava com o... Uhm... Digamos mau-humor (ovo virado vai pegar muito mal) do professor Antoun. Avisado de que a sala estava tomada por seres estranhos, o mestre foi tomado de fúria e quebrou o barraco! Chegou porrando a porta da sala, que, vejam que audácia, estava trancada! Mas a segunda porta não estava e foi aí que tudo aconteceu. Antoun já foi logo entrando e quebrando objetos de vidro que estavam encostados na porta.

A sensacional discussão foi assistida por 2 Mauros, 1 Renato e 1 Gustavo, que não fizeram a menor questão de disfarçar que queriam ver o barraco. Antoun falou, falou, falou, reclamou, quase mandou os teatrais enfiarem 60 alunos no orifício anal, mas acabou indo pra sala da ECE mesmo, afinal, perderia muito mais tempo enxotando os folgados e arrumando a sala toda de novo.

Depois disso, fica a reflexão: o que essa gente ainda tá fazendo na Praia Vermelha? Por que tem um curso de EBA na Praia Vermelha? E por que eles não vão logo pro Fundão? Eu é que não vou sentir saudades.