quinta-feira, 24 de abril de 2008

ECOlimpíadas - 8º Dia

O monstro surgiu. Agora não há mais dúvidas, a EC2 é a turma a ser batida. Com uma espetacular seqüência de vitórias que a levou a 6 medalhas na competição, a EC2 agora criou uma espécie de orgulho nacional. Ser EC2 é mais do que uma simples condição, agora é como pertencer a um país ou torcer para um time. É mais ou menos uma questão de "Sou EC2 com muito orgulho, com muito amor".

Hoje o calendário marcava que seriam relizados os jogos de cinco cortes, cabo-de-guerra e bandeirinha, mas por alguns problemas, somente o de bandeirinha foi realizado. As outras modalidades serão reajustadas no calendário em breve, assim como a corrida de 100m.

A partida de bandeirinha foi muito emocionante, apesar da desvantagem da EC1. A EC2 contava com 19 jogadores, enquanto a EC1 com apenas 10. isso fez com que a EC2 tivesse a possibilidade de revezar os times (cada time tinha 10 jogadores) nas 3 partidas realizadas, assim, seus jogadores nunca estavam cansados. O primeiro embate foi vencido pela EC1 sem grandes dificuldades. Já no segundo, a EC2 passou a contar com o apoio de sua torcida que gritava a estratégia da EC1 e atrapalhava os planos da turma ímpar, sem contar com o "técnico" Michel e a bizarra regra de "puxar" o componente. Resultado: vitória da EC2.

O jogo estava empatado em 1 X 1 e todos deveriam dar o sangue, já que a competição foi definida em melhor de 3. Nessa partida a EC2 usou um time extremamente ofensivo e venceu, levando sua 6ª medalha. Até mesmo estresse teve entre Jango e Nessa. Jango se irritou ao ser arranhado pela sua rival e ao reclamar ouviu: "Vem me bater, então!".

Ao final do dia, Gabriel, vendo seus companheiros de turma cabisbaixos, disse: "Nada de cabeça baixa, galera, vamos lá. Ainda tem muita coisa pela frente, a EC2 só venceu esporte que tem cara de EC2 mesmo, a gente ainda tem muita chance em outros esportes. Levanta a cabeça!". Bem, se a intenção levantar o time, até que adiantou. Só resta saber se a EC1 vai converter isso em vitórias ou se ficará apenas na retórica.

quarta-feira, 23 de abril de 2008

O Outono Fluminense

Hoje vou escrever um texto no mínimo diferente e que nem tem muito a ver com o tema principal do blog, mas é que eu não podia deixar de registrar um dia típico da estação do ano que parece que vai se tornar a minha preferida.

Chega a ser bizarro o fato de aprendermos na escola que o verão é a estação do calor, o outono é quando as folhas caem, o inverno é o frio e a primavera é a estação das flores. Ora, por favor. Isso é um modelo tão europeu! Todo mundo sabe que aqui nos trópicos a regra é outra.

Hoje quando acordei pensei: "Deve estar um sol monstruoso e um calor infernal". Ledo engano. Quando olhei aquele lindo céu azul e senti o clima agradável, não tive dúvida: esse seria mais um daqueles apaixonantes dias de outono no Rio de Janeiro.

O dia claro. O céu azul como só ele mesmo poderia ser, levemente pincelado de nuvens brancas que flutuam desprezando a gravidade. O sol que não agride vem acompanhado de uma brisa fria que balança as árvores verdes ao seu bel-prazer e toca os obstáculos com a suvidade de um beijo.

Esse é o verdadeiro outono fluminense. Nada de árvores marrons soltando folhas e cobrindo o chão, mas sim uma celebração verde e azul da vida, iluminada pelo sol, mostrando que a beleza mora em frente à nossa casa e que, para enxergá-la, basta parar e apreciar.

sexta-feira, 18 de abril de 2008

ECOlimpíadas - 7º Dia

Mais um dia em que a história se repete: A EC2 venceu mais uma. Nesta sexta-feira, 18, em que foi disputado o jogo de queimado, a situação de egos se inverteu na ECO e agora quem anda por aí de nariz empinado é a EC2. Com toda razão, diga-se de passagem, já que nos últimos dias a EC2 levou tudo o quanto podia.

Porém, ao contrário do que se tem visto, hoje não teve moleza para os pares. A EC1 lutou bravamente até o final do jogo de queimado. Mesmo ofuscada pelas luzes neón da Venceslau Brás e com 3 jogadores a menos, a turma ímpar não se entregou com facilidade e levou dificuldades à EC2. Pieter, o jogador mais marcado desde o início da partida deu muito trabalho aos rivais e quase arrumou um problema ao queimar Nessa: "Você tá achando que tá jogando com homem, é?", gritou Vanessa enfurecida. Quem também estava jogando com certa violência era Michel. Levando as questões pro lado pessoal e queimando com certa agressividade, Michel parecia um sindicalista em 1º de maio, de tanto ódio que emanava até com os olhares. Ficar perto dele não era uma boa idéia pra quem jogava pela EC1. Outros jogadores também se destacaram, assim como Nessa, Dudu e Vanu, com agilidade e boas jogadas.

Hoje novamente a torcida deu um show e superou expectativas. Tudo indicava que o jogo de queimado seria cancelado (assim como a corrida de 100m rasos) ou que seria esvaziado por causa do pique-nique dos aniversariantes, mas a vontade dos participantes fez o jogo acontecer e a torcida compareceu em peso. Violão, músicas e gritos de guerra deram o tom da disputa e mostraram que a EC1 estava mordida e queria a vitória, que, apesar dos esforços, não aconteceu. Também merece comentários a animação de Ilana. Ela é praticamente a torcedora honorária da EC2, o Sobrenatural de Almeida, a Mamãe Noel do Fluminense. Será que sem a presença dela na torcida a EC2 é capaz de manter a campanha de vitórias?

Após o jogo, o que se viu foi uma EC2 vingada, revigorada, feliz e que até zombava dos adversários: "Como é mesmo aquela história do ego da EC1 ocupando mais que um metro quadrado, hein?", dizia Nessa. Enquanto a EC1 estava cabisbaixa imaginando o que será de si no futuro das ECOlimpíadas e tentando calcular medalhas que ainda serão disputadas. Se a turma não reagir, em pouco tempo vai se engolida pela EC2 e aí não vai mais ter volta.

Agora só teremos ECOlimpíadas novamente na próxima quinta-feira por causa do imenso feriado que se aproxima. Praticamente um carnaval inteiro! E logo ali já tem 1º de maio. Viva o Brasil!

quinta-feira, 17 de abril de 2008

UFRJ, como vamos? - Debate no CFCH

Hoje foi dia de debate sobre o REUNI e as diretrizes do Plano Diretor UFRJ 2020 no auditório do CFCH. O professor Vainer cumpriu o compromisso firmado com estudantes no ato de 10 de abril e se fez presente ao debate. Apesar da grande pressão e dos atos pseudodemocráticos daqueles que se dizem a favor da democracia, o professor expôs seu ponto de vista de forma razoável e equilibrada, coisa que poucos estudantes que tiveram direito à palavra conseguiram fazer.

Tem gente ali que precisa de uma Maracujina com urgência. As pessoas se exaltavam e gritavam sem a menor necessidade. Também acho que tá na hora de deixar de ser criança e ouvir o que o outro tem a dizer. Logo na primeira fala do professor Vainer alguns poucos desajustados já ensaiaram uma vaia. Gente, se nós convidamos o professor pra um debate franco, honesto e democrático, que o façamos assim. Foi questionável o debate nos moldes em que ele foi realizado.

Pra concluir, quero apenas dizer que eu não sou um defensor do professor Vainer, da reitoria, do REUNI ou do Plano Diretor. Sou estudante e luto pelo ensino público, gratuito e de qualidade, portanto acredito que devemos debater com respeito e civilidade ao outro para que se chegue ao que é melhor para a universidade. Radicalismo é coisa de gente ignorante que não sabe negociar.

Aliás, queria destacar a presença da UNE no debate, já que ela mesmo não conseguiu se destacar sozinha. Se ultimamente eu já andava com vergonha da UNE, agora estou mais. Eles mandaram um representante fraco, inexpressivo, que não falava coisa com coisa nem apresentava argumentos convincentes pra nada. O cara foi o primeiro a falar e depois simplesmente não apareceu mais no debate. Nem pra defender a porcaria da Reforma Universitária ele prestava. A UNE realmente precisa rever seus conceitos e (principalmente) suas politicagens, porque do jeito que está é daí pra pior. A desmoralização aguarda logo ali na esquina.

ECOlimpíadas - 6º Dia

E ninguém segura a EC2. Hoje a EC1 foi sumariamente atropelada no vôlei pelos rivais. Sem dar chance para a EC1, a turma par ganhou as duas "medalhas" em disputa no dia e virou o jogo. Agora, no quadro geral, a Ec2 conta com 4 medalhas, enquanto a EC1 conquistou 3.

O jogo de vôlei começou atrasado por diversos motivos. O primeiro deles foi a chuva de cocô na Gávea que causou congestionamentos e atrasou a chegada da rede. O segundo foi a própria rede, já que não tinha corda suficiente para amarrar a rede. Mas isso foi pinto perto dos outros desafios enfrentados pelo COECO desde antes do início das ECOlimpíadas. Usando a criatividade (e uma tesoura), os organizadores do evento aproveitaram uma rede podre da quadra e umas meias velhas jogadas num canto para amarrar a rede. E não é que deu certo mesmo? A rede não caiu nenhuma vez apesar das freqüentes boladas.
Superados os atrasos, começou a primeira partida, disputada entre os homens. Um domínio completo da EC2. Nem com o Michel inventando uma regra nova na contagem de sets a EC1 conseguiu vencer. O jogo terminou com o placar em 3 X 0. Um problema que muito incomodou foi a rede superior da quadra. Houve muitas discussões sobre o que fazer quando a bola batia lá, principalmente na hora do saque.
O destaque desse dia (fora a superioridade da EC2 nas partidas disputadas) ficou por conta da torcida. Talvez tenha sido esse o maior fator a empurrar a EC2 rumo à vitória. Meninas animadas cantando, gritando e sacudindo pom-pons na beira da quadra são um estímulo a qualquer atleta.
No vôlei feminino a participação da torcida foi pequena, até porque muita gente dispersou, mas nem por isso o jogo perdeu o charme e o prestígio. Além da torcida de vagabundos que matavam aula, os times contavam com pessoas como Amanda, Nessa e Cibele. Desse jeito nem tem como um jogo perder charme e/ou prestígio. Mais um jogo, mais uma vitória da EC2.

Talvez a EC1 tenha subestimado o poder de reação dos seus rivais. Se a turma ímpar não ficar atenta e reagir, seus adversários que habitam o outro lado do Laguinho vão levar muitas medalhas pra pra casa.